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Designers de joias do Pará são selecionadas em concurso na Itália



[Direto da Redação]

 

 

Quatro designers do Polo Joalheiro do Pará foram selecionadas no concurso internacional “Bijoux d’Autore 2012”, realizado na Itália, juntamente com outras 39 artistas.

 

Nilma Arraes, Mônica Matos, Marcilene Rodrigues e Bárbara Müller terão suas peças, com temática e matéria prima da Amazônia, expostas em Roma, no mês de novembro e em fevereiro de 2013, no Museo del Bijou di Casalmaggiore, cidade da Província de Cremona, no norte da Itália.
 
As profissionais paraenses foram selecionadas entre 90 inscritos, por dois júris, que consistia de um técnico científico e outro de observadores, formados por 14 jurados. Os vencedores serão anunciados entre 22 e 25 deste mês de novembro (22 a 25/11), período em que as peças participarão da exposição na capital italiana.
 
Sob a coordenação de Norma De Lucia, o concurso é promovido pela Associação Incontri e Eventi, sediada em Roma, responsável por concursos e exposições de artesanato e obras de arte. Segundo os organizadores, o “Bijoux d’Autore” valoriza os aspectos criativo, artístico e artesanal das peças inscritas.
 
O objetivo é estimular a confecção joias com design e baseada em pesquisa de materiais, além de revitalizar estilos e materiais utilizados nas bijuterias, que são ornamentos antigos, mas sempre se renovam de acordo com as tendências e descobertas do mercado da moda.
 
Segundo Mônica Matos, participar do concurso foi a possibilidade de fazer uma peça com tema livre, usando materiais não preciosos, que foi um dos critérios do concurso. Ela é autora do pingente “Curuatá”, nome do invólucro que protege os frutos das palmeiras e também serve de recipiente para índios e ribeirinhos, que colocam dentro dele os frutos coletados na floresta.
 
Na peça, que traz cobre e fibra de miriti, tingida com pigmento extraído do mogno, o fruto principal é o açaí, representado por uma gema vegetal feita do pigmento natural extraído do fruto. As gemas vegetais resultam de pesquisa e experimentos feitos pelo ourives Paulo Tavares, também vinculado ao Polo Joalheiro do Pará.
 
Para Mônica Matos, a seleção no concurso internacional “é muito significativa, pelo fato de 14 jurados italianos terem considerado as nossas peças merecedoras dessa seleção, principalmente diante do alto nível das peças que participaram”.

 

A designer Marcilene Rodrigues, natural de Itaituba, que fica no oeste do Pará, viu no concurso um desafio e uma oportunidade para divulgar seu trabalho e a cultura paraense. Para ela, o estímulo para participar está em todas as etapas do processo, “desde a inspiração da obra até a escolha da matéria prima, das cores e da própria confecção”.
 
Marcilene assina o colar “Beira de rio”, inspirado nas margens de rios e lagos do Arquipélago do Marajó, onde a mata ciliar convive de forma harmônica com o homem e animais, principalmente os búfalos. E o chifre de búfalo, verdadeiro símbolo dos campos marajoaras, é um dos elementos usados no colar, junto com a fibra de tururi, que também encontrada é no Marajó e tingida em tons terrosos, verde e azul.
 
“Esse reconhecimento é importante. O Brasil é diversidade pura, de uma riqueza cultural fantástica, e o Pará é um dos Estados mais genuínos. Somos ousados e criativos. Mostramos o quanto estamos nos aprimorando, ganhando um olhar de respeito sobre o nosso trabalho e a nossa cultura”, comentou Marcilene Rodrigues.
 
Com samambaia seca, fibra de buriti, semente de paxiubão e tela de arame, a designer Bárbara Muller criou o colar “Vida Oprimida”. Segundo Bárbara, o concurso valoriza as peças não apenas como joias ou adornos, mas como objetos de arte. Bárbara acredita que a matéria prima diferenciada e a inspiração no cenário amazônico contribuíram para destacar os trabalhos das designers paraenses.
 
Ousadia também não falta ao trabalho de Nilma Arraes, uma das veteranas do Polo Joalheiro do Pará. Nilma, que retira da biodiversidade da Amazônia a inspiração e os materiais que utiliza em suas peças, utilizou fibra de curauá e escama do peixe pirapema, na confecção de um maxicolar, denominado “Piracema”.
 
“Trabalhei com a tendência dos maxicolares, visando também o local onde o concurso seria realizado. Com isso selecionei o material com os quais gosto de trabalhar e optei pelas escamas”, disse Nilma.


O concurso internacional “Bijoux d’Autore” não oferece premiação em dinheiro. Os vencedores ganham a divulgação de seus trabalhos para o público europeu, por meio das exposições das joias, além de entrevistas concedidas a um crítico e historiador da arte, escolhido entre os membros do júri. Nesta primeira edição internacional, o concurso selecionou trabalhos enviados de vários pontos da Itália, como Milão, Firenze, Gênova e Torino e de outros países, como Brasil e Venezuela.


 

 

Serviço: http://www.incontrieventi.it/bijoux-dautore.html



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