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Geológos identificam jazidas de diamantes no Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso



 

[Direto da Redação]

 

 

 

Geólogos do governo federal identificou várias novas áreas distribuídas pelo país que são potencialmente ricas em diamantes. A maior parte dessas áreas está presente no Pará, Amazonas, Rondônia e no Mato Grosso.

 

Os detalhes desses achados ainda são mantidos em sigilo e a previsão é que a esses dados podem atrair empresas e levar a um aumento da produção de diamantes no Brasil.


Essas pesquisas fazem parte do projeto Diamante Brasil, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia. As pesquisas de campo começaram em 2010 e desde esse ano as equipes de geólogos visitaram cerca de 800 localidades em todo Brasil, recolhendo amostras de rochas, fazendo perfurações e levantando informações sobre as gemas encontradas.
 

Segundo o geólogo Francisco Valdir Silveira, chefe do Departamento de Recursos Minerais do CPRM e coordenador do projeto, o objetivo dessa pesquisa é realizar uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no país. 


O ponto inicial da equipe de pesquisa foi uma lista que a De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes, deixou com o governo brasileiro após anos de investimentos e atividades no país. Nessa lista constavam coordenadas geográficas de 1250 pontos, muitos deles kimberlitos, mas não constavam nada de detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras. Kimberlito são rochas que servem como um canal do subsolo até a superfície, em que geralmente os diamantes são encontrados.
 

"O projeto Diamante Brasil não foi concebido para descobrir novas áreas de diamantes. Mas a grande surpresa foi que conseguimos registrar novos kimberlitos e áreas com potencial para que outros kimberlitos sejam descobertos", comentou Silveira.


"O projeto já descobriu e cadastrou mais de 50 corpos (possíveis depósitos de diamantes no subsolo)", acrescentou. Segundo Silveira, em praticamente todos os Estados a equipe identificou áreas com potencial para produção de diamantes. Várias delas não constavam no documento da De Beers, como por exemplo um kimberlito descoberto no Rio Grande do Norte. No entanto, as maiores novidades estão no Norte e Centro-Oeste (Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso).
 

Agora em 2013, com o trabalho de campo praticamente concluído, os geólogos do Diamante Brasil vão se dedicar mais à descrição dos minerais encontrados e às análises dos furos das sondas e o projeto vai ser finalizado no ano que vem.
 
Esse levantamento ajudará a atrair investimentos de mineradoras e ajudar na mobilização de garimpeiros em cooperativas. Com isso, vai haver um aumento na produção de diamantes no Brasil.

 

Atualmente, a produção nacional de diamantes é pequena e, em grande parte, ilegal, disse Silveira. É importante saber que o país é signatário do Processo de Certificação Kimberley, um acordo internacional chancelado pela ONU, que exige dos países participantes documentação que ateste procedência em áreas legalizadas.
 

Além disso, todo o diamante que sai do país é  produzido aindaem áreas de aluvião e Minas Gerais, Rondônia e Mato Grosso são alguns dos Estados com atividade garimpeira expressiva. O país não tem mina aberta extraindo diamante em rocha primária, no subsolo, onde estão depósitos maiores e as pedras são mais valiosas. Assim, os novos achados podem abrir caminho para potenciais novas minas.
 

De acordo com Silveira, reservas dos chamados diamantes industriais e também de gemas, para uso em joias, se espalham pelo país, que são os mais rentáveis.
 

Para se ter uma idéia de valores, um diamante pode ser vendido em um garimpo no Brasil por R$ 2 milhões. Posteriormente, um atravessador de Israel ou da Europa paga R$ 10 milhões pela mesma pedra e ela pode chegar a Antuérpia, por exemplo, para ser lapidada, ao preço de R$ 17 milhões ou até R$ 20 milhões.

Esses diamantes brutos, grandes e valiosos estão no radar do CPRM e esse projeto ainda não conseguiu desvendar um mistério sobre a origem dos maiores diamantes do país. O alvo principal é o município de Coromandel e região, no leste de Minas Gerais, onde foram encontrados nas últimas décadas grandes diamantes, vários com mais de 400 quilates.
 

Silveira finaliza que os geólogos do CPRM vão testar novos métodos para encontrar os kimberlitos que dão origem a essas pedras preciosas.

 



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