http://www.facebook.com/ramojoalheiro http://br.linkedin.com/in/ramojoalheiro Google + Youtube Pinterest Skype RSS Acesso Vip Contato Webmail
http://www.facebook.com/ramojoalheiro Pinterest
VOCÊ ESTÁ EM: HOME / Entrevistas /

Entrevista com Renato Guelfi - Aliança: moderno é ser tradicional



A noiva passa meses escolhendo o vestido ideal, o sapato ideal, o penteado ideal, mas é a aliança o símbolo que vai permanecer com ela no dia a dia e estampar a prova do seu amor. Conversamos com o designer de joias Renato Guelfi, que conta o que está em alta em relação ao modelo e estilo do acessório.

“Antes é importante lembrar que o vestido é a peça principal. A joia não pode ultrapassar o vestido e sim completá-lo, tanto financeiramente quanto na harmonia do conjunto”, adianta o profissional que está há mais de 25 anos no mercado. Renato revela que o anel tradicional voltou com tudo. Confira!

O anel de noivado é obrigatório?

Renato Guelfi: O anel de noivado é, na verdade, uma tradição americana, para marcar o pedido de casamento, a formalização, aquele gesto que estamos acostumados a ver nas cenas de filme, onde o homem se ajoelha e declara seu amor. Nesse caso, só ela usa o anel, normalmente com um diamante.

No Brasil, há o hábito do casal usar alianças, apesar da tradição do anel solitário andar sendo copiada aqui, onde o significado está mais para o romantismo do que para um demonstrativo de enlace. Além disso, esse tipo de anel é dado em outras datas como em  festas de debutantes, para marcar simbolicamente a entrada da menina na vida adulta e, às vezes, quando a mulher tem o primeiro filho - nesse caso ela recebe um anel de brilhantes.

A aliança de casamento pode ser a mesma do noivado?

Renato Guelfi:
Não tem problema que seja, mas a noiva geralmente não quer a mesma. Porém a possibilidade da troca sempre gira em torno de uma questão financeira, que pesa bastante. Inclusive em alguns ateliês é dada a alternativa de o casal usar a antiga como parte do pagamento e então reutilizam o material num novo par.

Mas quando um casal se propõe a procurar um ateliê é porque quer mudar, procuram exclusividade, mandam fazer uma aliança que dure mais tempo, pelo menos até os 25 anos de casado. E, independente da questão financeira, isso tem acontecido porque o casamento está retomando um monte de tradições. O crescimento contínuo do mercado prova isso.

Hoje as pessoas fazem questão da festa, dos padrinhos, do vestido, da grinalda, tudo voltou a ser essencial novamente. Então, fazer uma aliança que marque essa celebração e trocar também é muito importante.

O casal deve usar alianças iguais?

Renato Guelfi: Os homens geralmente procuram por conforto e discrição para não terem que tirar a aliança toda hora, costume das mulheres que tiram para diversas tarefas. Elas preferem um anel mais chamativo. Ainda assim, em relação ao formato, largura e espessura, sim, têm que ser coordenados. Mas a aliança da mulher tem sempre um toque a mais, uma pedrinha cravejada que seja.

As alianças são, em geral, muito parecidas. Então qual o diferencial que um joalheiro pode agregar?


Renato Guelfi: Realmente não dá para fazer uma coisa tão inovadora com a aliança, principalmente por ser uma peça de contato diário. A pessoa tem que trabalhar, não pode ser um anel espalhafatoso, que chame a atenção demais, mas também não dá para passar despercebido. Acredito que a aliança tem que “falar” com o casal, tem que ter um significado para os pares. O diferencial que ofereço é tentar conhecê-los melhor, saber das coisas que têm em comum, busco o elo na relação que está levando ao matrimônio. Já fiz anéis com o símbolo do infinito, o dela cravejado, o dele em baixo relevo. Um par de alianças cada uma delas com uma asa, que identifica o amor do casal por corrida. Fiz até um par com o desenho de uma coluna cervical, que representa a história de um médico e uma mulher que sofria do problema.

Faço esses trabalhos na aliança e o casal pode muito bem virar o desenho para o lado da palma da mão, se for o caso de não querer fazer do anel o centro das atenções e atrapalhar uma reunião de trabalho, por exemplo. Como disse, o mais importante é que a aliança tenha um significado para o casal.

Gravar mensagens na aliança é uma novidade?

Renato Guelfi: Não, eu mesmo já peguei alianças de mais de 50 anos gravada dentro, de bodas de ouro, claro que escritas num modo mais rudimentar. Também conheço profissionais dessa área com esse tempo de estrada e que eram considerados verdadeiros artistas. Hoje a ferramenta mudou, é um mercado muito mais profissional e tecnológico, sendo possível escrever dentro de 1 milímetro de espessura. É um detalhe que os casais fazem questão.

O tradicional e mais pedido é o registro do nome do parceiro na aliança dela - e vice-versa – além da data do enlace. Tem quem queira colocar uma frase, mas é preciso negociar pois nem sempre a frase é curtinha. E tem ainda a questão do aro da aliança da mulher ser menor por conta da grossura do dedo. É nesse ponto que você percebe o quanto é importante para ambos retratar aquele sentimento, mostrar cumplicidade e eternizar o que sentem.

Quais os materiais mais utilizados? O ouro amarelo continua sendo o mais procurado?

Renato Guelfi: O ouro amarelo ainda é o tradicional entre os pedidos. Posso dizer com certeza que representa 75% da demanda e o ouro branco soma 24%. Já o ouro vermelho, ou rosé, representa só 1% dos casos.

O ouro branco tem sido utilizado em detalhes no anel de ouro amarelo. Não tanto, pois os detalhes mexem com o ego e masculinidade dos homens, que preferem uma coisa mais discreta. Mas isso é um acordo do casal. Geralmente ela cede e deixa para lá a riqueza de detalhes do modelo, ele cede no preço que pretendia gastar com as alianças, e ninguém briga.

E a aliança lisa?

Renato Guelfi: Esta ainda está entre as mais vendidas. Tem casal que quer ser tradicional até nisso, não quer uma diferente da outra, é uma ótima solução desde que com as regrinhas de largura e espessura iguais. Optar por esse modelo mostra mais uma vez como todos os rituais do casamento voltaram a ter importância.

O que você indicaria para quem não tem dinheiro para investir em alianças exclusivas?


Renato Guelfi: Não importa se o casal pode gastar quizentos reais ou mil divididos em 20 parcelas, ou menos. Eles podem não ter dinheiro para investir no anel dos sonhos, mas o que vai valer é o momento: dedicar um tempo a isso, tirar um final de semana para irem juntos comprar, curtir o processo. E ambos cedendo, ele no conforto, ela no luxo, aquela coisa de dividir o lanche ou mesmo o valor do anel para economizar, é isso que vai ficar gravado na vida deles, o valor da história que resolveram construir juntos.

Uma dica é que nesse momento, tão importante para ambos, eles realmente façam isso juntos. Nada de o homem sair e comprar qualquer anel para casar por pressa e não agradar a noiva. E também o contrário, essa mulherada independente que quer resolver tudo sozinha. Nada de querer ser a “mulher maravilha” e decidir tudo. Lembre-se, a escolha é dos dois e o momento deve ser do casal.


CREDITOS: Por Karina Costa, Tempo de Mulher

Licença de Uso

Creative Commons License

This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial 3.0 Brasil License.


COMENTE COM O FACEBOOK



Deixe Seu recado


Nome:

Campo obrigatório

Email:

Campo obrigatório

Comentário:

Campo obrigatório

Campo obrigatórioDigite os números da imagem ao lado

 

  



Veja Também