Após mais de nove anos mantendo clandestinamente a atividade de mineração de diamantes na reserva indígena Roosevelt, em Rondônia, os índios Cinta Larga acabaram aceitando a retirada de trabalhadores do garimpo de diamantes. As informações são do jornal Rondoniaovivo.
Para convencer os "parentes" na retirada do homem branco das terras indígenas, as lideranças da etnia alegaram a perda de cultura por parte dos Cinta Larga, que em convívio com o branco no local estavam perdendo a sua identidade, esquecendo a cultura mantida pelos antepassados ao longo dos anos.
Junto com o garimpo, chegaram a prostituição, doenças desconhecidas, além de vício a bebidas e drogas. Tentando reverter essa situação, as lideranças buscaram o entendimento entre os caciques e depois de uma reunião na aldeia central foi decidido acabar de vez com o garimpo do Roosevelt.
Com a decisão tomada, os caciques Cinta Larga deram a ordem para os garimpeiros oriundos na área para abandonarem o local em dois dias levando todos os seus equipamentos. Após vencer o prazo dado pelos caciques para a saída de todo não-índio na área da reserva do Roosevelt, os caciques, juntamente com seus guerreiros, percorreram toda a área do garimpo destruindo o que restou dos diversos acampamentos dos garimpeiros.
Mais de duas centenas de barracos que serviam de abrigo para os garimpeiros foram destruídos com fogo, assim como os materiais de trabalho que não foram retirados a tempo pelos escavadores. Esse trabalho de destruir os acampamentos foi coordenado pelos próprios índios que, por terem o conhecimento do local, não tiveram dificuldades em localizar as aglomerações e executar o trabalho.
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